Organização das famílias
Registro do cadastramento de famílias para a luta por moradia.
Fonte editorial: Histórico da luta do Mércia I
Nossa história foi construída com luta, união e conquista.
Uma memória comunitária de organização pelo direito à moradia digna, à documentação, à infraestrutura e ao reconhecimento das famílias que participaram dessa caminhada.
Os documentos preservados pela comunidade registram uma trajetória que começa antes da entrega dos apartamentos. Em 2002, famílias foram cadastradas para participar do processo de luta por moradia. Em 2003, ocupações e mobilizações marcaram uma fase de forte resistência. Em 2005, foram desapropriadas áreas para os projetos habitacionais, incluindo a área de Barra de Jangada destinada ao Mércia I.
Em 2008, os informativos registram a conquista de recursos federais para a construção dos habitacionais Mércia de Albuquerque I e II e o início das obras do Mércia I. Em 2012, novas mobilizações foram realizadas para defender a permanência das famílias que participavam do processo de luta.
O marco mais esperado veio em 2015, quando as famílias entraram em seus apartamentos. A conquista da moradia, porém, não encerrou a caminhada: os anos seguintes continuaram marcados por reivindicações de documentação, infraestrutura e melhorias para o condomínio.

Os eventos abaixo são apresentados conforme os informativos históricos enviados pela comunidade. Compromissos anunciados são identificados sem serem tratados como conclusão confirmada.
Registro do cadastramento de famílias para a luta por moradia.
Fonte editorial: Histórico da luta do Mércia IOs documentos relatam ocupação de terreno, reintegração de posse, detenções e reorganização das famílias, seguida por mobilização na Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes.
Fonte editorial: Histórico da luta do Mércia IO acervo registra desapropriações destinadas aos projetos Mércia de Albuquerque I e II.
Fonte editorial: Histórico da luta do Mércia ISegundo o jornal da época, a mobilização conquistou recursos do Governo Federal e teve início a obra do Mércia de Albuquerque I.
Fonte editorial: Histórico da luta do Mércia IOs informativos relatam mobilização para impedir a substituição das famílias que participavam do processo e assegurar a continuidade do direito à moradia.
Fonte editorial: Histórico da luta do Mércia IDepois de aproximadamente 13 anos de mobilizações registradas pelo acervo, as famílias entram nos apartamentos do Mércia de Albuquerque I.
Fonte editorial: Histórico da luta do Mércia IReuniões de blocos, assembleias e mobilizações passam a tratar de documentação, muro, guaritas, lixeira, reboco, quadra, creche, infiltrações e recursos destinados a melhorias.
Fonte editorial: Informativos comunitários de 2017Documentos de 2017 registram compromisso de entrega da documentação definitiva para fevereiro de 2018. O acervo recebido não comprova, por si só, a efetiva entrega.
Fonte editorial: Assembleia geral sobre documentação, 2017A entrada nos apartamentos não significou o fim das reivindicações. Os informativos de 2017 mostram moradores organizados para acompanhar obras, documentação e investimentos.
A entrada nos apartamentos em 2015 aparece como o grande marco da trajetória comunitária.
A documentação individual dos apartamentos permaneceu entre as pautas registradas.
Os documentos registram mobilização pela reconstrução e reforma do muro.
A construção ou melhoria das guaritas foi reivindicada pela comunidade.
A estrutura da lixeira aparece entre as melhorias cobradas nos informativos.
Falhas de acabamento e reboco externo foram registradas como problemas de construção.
A comunidade reivindicava cobertura e proteção para o espaço da quadra.
O funcionamento da creche foi acompanhado nas reuniões e assembleias.
Infiltrações e outras melhorias de infraestrutura aparecem nas pautas históricas.
Os informativos registram cobrança por transparência e aplicação dos recursos anunciados para o condomínio.


O nome do condomínio foi escolhido como homenagem à advogada e militante de direitos humanos Mércia de Albuquerque Ferreira.
Os informativos da comunidade registram que ela se formou em Direito no Recife em 1961 e dedicou sua atuação à defesa de presos políticos durante a ditadura militar brasileira. O acervo afirma que trabalhou em mais de 500 casos, muitas vezes sem cobrar honorários.
Segundo esses registros, sua atuação fez com que fosse perseguida e presa diversas vezes, sem abandonar a defesa daqueles que sofriam perseguição política. Mércia faleceu em 2003.
A data de nascimento não é publicada como fato definitivo porque os próprios documentos do acervo apresentam informações divergentes.
“A luta pela justiça, pela liberdade e igualdade social, são minhas bandeiras de vida. Tudo que fiz foi em nome da liberdade.”
O acervo registra que mais de 200 moradores participaram de um encontro com apresentações culturais, depoimentos, poesias, vídeos e colocação de uma placa com seu nome.
Mércia de Albuquerque Presente! Agora e Sempre!Fotografias extraídas dos documentos históricos, preservadas sem reconstrução de rostos ou geração por inteligência artificial.






As páginas foram normalizadas apenas para facilitar a leitura. A reprodução não altera o conteúdo original e as divergências permanecem registradas para validação editorial.







Preservar a memória ajuda a compreender como a comunidade se formou e a transmitir às novas gerações a importância do cuidado com o lugar onde vivem.
Decisões e conquistas aparecem ligadas a reuniões, assembleias e mobilização coletiva.
A moradia digna é o ponto central da trajetória registrada.
O nome Mércia de Albuquerque mantém viva uma homenagem ligada aos direitos humanos.
Os informativos convocam os moradores a acompanhar decisões e ações da comunidade.
Depois da conquista dos apartamentos vieram novas responsabilidades e lutas coletivas.
Novas fotografias, depoimentos de moradores, documentos, datas confirmadas, atas, registros da entrega dos imóveis e memórias pessoais podem ser incorporados pelo perfil autorizado.
Cada atualização permanece versionada e auditada no CMS para que a história continue sendo preservada por quem a viveu.
A história de uma comunidade também é construída por quem decide não deixar sua memória desaparecer.